As negociações do Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia não conduzirão a um princípio de acordo em julho deste ano, como confirmou o chefe da delegação britânica, David Frost.

“Infelizmente, é óbvio que não chegaremos ao “entendimento inicial dos princípios subjacentes a um acordo” em julho, que foi estabelecido na reunião de 15 de junho”, disse Frost em comunicado.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apostou no final de julho como um prazo para resolver as grandes secções de disputa com o bloco comunitário sobre o tratado comercial e a relação noutras áreas do Brexit.

O Reino Unido sairá do mercado comum e da união aduaneira da UE a 31 de dezembro, com ou sem tratado, marcando a passagem final do Brexit.

Frost destacou as pescas e as questões da concorrência leal no emprego, nas ajudas estatais e nas alterações climáticas, entre outras áreas – as chamadas “condições de jogo equilibradas” – entre os pontos em desacordo.

“Uma distância considerável permanece nas áreas mais difíceis, ou seja, o chamado jogo equilibrado e a pesca”, reconheceu o negociador britânico.

Frost acusou a UE de não respeitar a posição do Reino Unido como “um país completamente independente no final do período de transição”.

O negociador europeu, Michel Barnier, também reconheceu que ambas as questões ficaram frustradas com esta última ronda de conversações, que terminou em Londres na quinta-feira, dia 23.

“Devido à sua recusa atual em comprometer-se com condições de concorrência aberta e justa e um acordo equilibrado sobre as pescas, o Reino Unido está a tornar um tratado altamente improvável neste momento”, disse o político francês.

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